
Bélgica e Egito estreiam no Grupo G do Mundial 2026 em Seattle
Favoritas ao lado de Irã e Nova Zelândia, as seleções medem forças nesta segunda-feira com transmissão ao vivo para Brasil e Portugal.
O Grupo G da Copa do Mundo de 2026 começa a ganhar forma nesta segunda-feira, 15 de junho, com o duelo entre Bélgica e Egito no Lumen Field, em Seattle, nos Estados Unidos. O pontapé inicial está marcado para as 16h00 locais (12h00 em Brasília, 21h00 em Lisboa), e o confronto é tratado como uma final antecipada pela liderança da chave, que também reúne Irã e Nova Zelândia. Com a nona posição no ranking da FIFA, os belgas partem como favoritos, mas o Egito, 29.º colocado, chega embalado por exibições sólidas nos amistosos contra Espanha e Brasil e sonha com uma surpresa que embaralhe as projeções.
Na perspetiva europeia, a Bélgica vive o crepúsculo da sua “geração de ouro”. Thibaut Courtois, Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Axel Witsel encaram o torneio como a última oportunidade de coroar uma década de protagonismo com um título que escapou no terceiro lugar da Rússia 2018 e na eliminação precoce no Catar 2022. Sob o comando de Rudi García, a equipa acumula 13 jogos sem perder e chega a Seattle depois de golear a Tunísia por 5-0 e de bater a Croácia. A velocidade de Jérémy Doku e a visão de De Bruyne são as armas ofensivas de um conjunto que, segundo analistas argentinos, já não tem o desparpajo da juventude, mas conserva uma experiência temível.
Do lado africano, o Egito regressa ao Mundial com a esperança de superar a fase de grupos pela primeira vez. Mohamed Salah, estrela do Liverpool, lidera um ataque que conta ainda com Omar Marmoush e Trézéguet. A federação egípcia viveu uma polémica simbólica nos dias anteriores: a FIFA pediu a remoção de sete estrelas da camisola oficial, detalhe que mobilizou a imprensa indonésia. Paralelamente, a organização do torneio enfrentou críticas depois de proibir perguntas em espanhol nas conferências de imprensa, episódio que a imprensa hispânica classificou como “escândalo” e que expõe as tensões linguísticas de um Mundial sediado por três países.
Para o público lusófono, a partida terá ampla cobertura. No Brasil, a TV Globo, o SBT, a CazéTV, o Globoplay e a rádio Jovem Pan transmitem o jogo ao vivo, enquanto em Portugal a emissão em sinal aberto está confirmada. Na Argentina, o duelo vai ao ar via DSports e Disney+, e na Itália a DAZN assegura a difusão. A janela de horário favorece as Américas e a Europa, mas no Sudeste Asiático o jogo será visto na madrugada de terça-feira, com elevada expectativa na Indonésia, onde a imprensa descreve o confronto como um choque de candidatos ao título do grupo.
O desfecho em Seattle deve ditar o tom do Grupo G. Observadores em Lisboa notam que uma vitória belga consolidaria o favoritismo e aliviaria a pressão sobre a geração de ouro, enquanto um tropeço reacenderia as dúvidas que perseguem a equipa desde o Catar. Em Brasília, a expectativa é de um triunfo magro da Bélgica, mas o Egito de Salah tem argumentos para transformar o Lumen Field num palco de viragem. Seja qual for o resultado, o embate desta segunda-feira promete ser o primeiro grande teste de maturidade para duas seleções que partilham a ambição de ir além dos oitavos de final.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Bélgica vs Egito é tratado como um jogo de sentido único, com ampla vantagem belga. A cobertura cita a diferença no ranking e a criatividade de Doku e De Bruyne.
O confronto é visto como equilibrado, com ceticismo sobre o favoritismo belga após o fim da geração de ouro. Destaca-se a transição da equipe e a ameaça de Salah.
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