
Tragédias e resgates em rios e mares marcam fim de semana em três continentes
Enquanto a Argentina procura cinco desaparecidos no Río de la Plata, incidentes na Índia e no Brasil revelam padrões de sobrecarga e falhas de segurança.
A busca por cinco tripulantes da embarcação “Chamigo-Ho”, desaparecida desde a manhã de domingo (14) no Río de la Plata, mobiliza a Prefeitura Naval Argentina. A lancha partiu da costanera de Hudson, província de Buenos Aires, para pesca desportiva de pejerrey, e não regressou ao porto. Equipada com coletes salva-vidas, GPS, rádio VHF e sinalizadores, a embarcação tinha todos os ocupantes com telemóveis, mas o contacto foi perdido. O alerta foi dado por Ricardo Koch, irmão de dois dos tripulantes, ao perceber que o grupo não voltara ao parque de campismo onde deixara os veículos. As operações de rastreio concentram-se na faixa entre a capital argentina e La Plata, sem sucesso até ao momento.
Na Índia, o fim de semana foi marcado por múltiplas fatalidades em contextos aquáticos. No estado de Kerala, dois estudantes de 20 anos foram arrastados por ondas fortes enquanto tomavam banho de mar em Pallikkara, no domingo; os corpos foram recuperados na segunda-feira após buscas intensivas. Em Maharashtra, uma carrinha que transportava peregrinos caiu num poço perto de Tandulwadi, causando oito mortos e sete feridos, num acidente atribuído à perda de controlo do condutor. Estes episódios somam-se a um histórico preocupante: em janeiro de 2024, no distrito de Palnadu, quatro pessoas morreram no rio Krishna quando um barco de pesca sobrecarregado com dez ocupantes virou devido a turbulências e ao pânico dos passageiros, segundo a polícia local. Moradores denunciaram que a embarcação, concebida para dois ou três pescadores, foi utilizada de forma imprudente.
No Brasil, um desfecho distinto ocorreu no litoral do Maranhão. Seis pescadores foram resgatados com vida no sábado (13) após o naufrágio da sua embarcação próximo à Praia de São Pedro, em Carutapera. As operações de busca, coordenadas pela Prefeitura de Raposa com apoio do Centro Tático Aéreo, localizaram os desaparecidos depois de horas de angústia. O sucesso do resgate contrasta com as tragédias argentina e indiana, evidenciando a importância de uma resposta rápida e estruturada.
Na perspetiva de Brasília, o episódio maranhense reforça a necessidade de investir em mecanismos de monitorização da pesca artesanal, enquanto o caso argentino alerta para a vulnerabilidade mesmo em embarcações bem equipadas. Observadores em Lisboa sublinham que a União Europeia dispõe de normas rigorosas para a segurança de navios de recreio, mas a sua aplicação é desigual fora do bloco. Já em Maputo, onde a pesca de pequena escala é vital, a sucessão de incidentes recorda a urgência de campanhas de sensibilização e de fiscalização do excesso de lotação. A convergência de acidentes em três continentes num único fim de semana expõe a fragilidade da segurança em águas interiores e costeiras, e a necessidade de cooperação internacional para prevenir novas perdas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um acidente de barco no fim de semana no rio Benue, na Nigéria, causou 11 mortes, incluindo uma família de seis pessoas. A autoridade de vias navegáveis interiores confirmou o número após visitar a comunidade insular afetada.
Uma embarcação de pesca esportiva com cinco tripulantes desapareceu no Río de la Plata, desencadeando uma intensa busca da Guarda Costeira argentina. O barco partiu na manhã de domingo e não retornou, sem qualquer contato. No Brasil, seis pescadores foram resgatados com vida após um naufrágio na costa do Maranhão.
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