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Economia e Mercadossexta-feira, 19 de junho de 2026

Ouro encaminha-se para terceira perda semanal sob pressão do dólar e da Fed

A valorização da moeda norte-americana e a perspetiva de subida dos juros nos EUA anularam o efeito do acordo de paz com o Irão, empurrando o metal para o nível mais baixo desde meados de junho.

O preço do ouro recuou mais de 2% na sessão de sexta-feira, aproximando-se da terceira queda semanal consecutiva. Por volta das 05:08 GMT, a onça troy no mercado spot era transacionada a 4.121,95 dólares, o valor mais reduzido desde 11 de junho, acumulando uma desvalorização de 3,8% na semana. Os futuros para agosto em Nova Iorque acompanharam a tendência, cedendo 2,5% para 4.139,40 dólares, num dia em que os mercados da China continental e de Hong Kong permaneceram fechados devido ao feriado do Barco-Dragão, reduzindo a liquidez global.

A dinâmica foi impulsionada por dois vetores interligados. O índice do dólar rondou máximos de um ano, encarecendo o metal cotado na moeda norte-americana para detentores de outras divisas. Em paralelo, a Reserva Federal emitiu sinais mais restritivos na primeira reunião de política monetária conduzida pelo novo presidente, Kevin Warsh. Nove dos 19 membros do comité projetam agora a necessidade de subir a taxa diretora ainda este ano, atualmente no intervalo de 3,50% a 3,75%. A ferramenta FedWatch do CME Group indica que os operadores atribuem 87% de probabilidade a um aumento em dezembro, contra 61% antes da decisão de quarta-feira. O ouro, que não gera rendimento, perde atratividade quando as taxas de juro sobem.

O acordo de paz provisório entre Washington e Teerão, que permitiu a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval, gerou um alívio geopolítico momentâneo que rapidamente se dissipou. As conversações previstas para a Suíça foram canceladas depois de o vice-presidente JD Vance ter alterado a agenda, acrescentando incerteza sobre a durabilidade da trégua. O banco Goldman Sachs reviu em baixa a sua projeção para o ouro no final do ano, de 5.400 para 4.900 dólares por onça, deixando de antecipar um corte de juros pela Fed em 2026. A pressão inflacionista decorrente do conflito no Irão levou um número crescente de bancos centrais a subir os custos de financiamento ou a sinalizar medidas iminentes, reforçando o ambiente desfavorável ao metal.

No mercado físico, a procura na Índia manteve-se modesta e a China, principal consumidora, passou a operar com desconto. Para investidores no Brasil e em Portugal, a força do dólar agrava o custo de aquisição do ouro, enquanto para economias africanas lusófonas exportadoras, como Moçambique, a descida da cotação em dólar comprime as receitas. O próximo marco observável será o lançamento, na segunda-feira, de um contrato de futuros de ouro com liquidação no próprio dia pela bolsa de matérias-primas do Dubai, concebido para captar procura de refúgio e aumentar a liquidez no mercado de metais preciosos do emirado.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O ouro caminha para a terceira perda semanal consecutiva, pressionado por um dólar no nível mais alto em um ano e pelo tom restritivo do Fed. A força da moeda americana torna o metal mais caro para detentores de outras divisas, enquanto os feriados na China e em Hong Kong reduziram a liquidez. Prata, platina e paládio também recuaram.

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O ouro está a caminho da terceira queda semanal seguida, sob pressão de um dólar forte e da postura hawkish do Federal Reserve. Ao mesmo tempo, a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e um acordo provisório entre EUA e Irã aliviaram os receios de oferta, mas as pressões inflacionárias decorrentes da guerra estão se tornando esmagadoras para os bancos centrais globais.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Ouro encaminha-se para terceira perda semanal sob pressão do dólar e da Fed

A valorização da moeda norte-americana e a perspetiva de subida dos juros nos EUA anularam o efeito do acordo de paz com o Irão, empurrando o metal para o nível mais baixo desde meados de junho.

O preço do ouro recuou mais de 2% na sessão de sexta-feira, aproximando-se da terceira queda semanal consecutiva. Por volta das 05:08 GMT, a onça troy no mercado spot era transacionada a 4.121,95 dólares, o valor mais reduzido desde 11 de junho, acumulando uma desvalorização de 3,8% na semana. Os futuros para agosto em Nova Iorque acompanharam a tendência, cedendo 2,5% para 4.139,40 dólares, num dia em que os mercados da China continental e de Hong Kong permaneceram fechados devido ao feriado do Barco-Dragão, reduzindo a liquidez global.

A dinâmica foi impulsionada por dois vetores interligados. O índice do dólar rondou máximos de um ano, encarecendo o metal cotado na moeda norte-americana para detentores de outras divisas. Em paralelo, a Reserva Federal emitiu sinais mais restritivos na primeira reunião de política monetária conduzida pelo novo presidente, Kevin Warsh. Nove dos 19 membros do comité projetam agora a necessidade de subir a taxa diretora ainda este ano, atualmente no intervalo de 3,50% a 3,75%. A ferramenta FedWatch do CME Group indica que os operadores atribuem 87% de probabilidade a um aumento em dezembro, contra 61% antes da decisão de quarta-feira. O ouro, que não gera rendimento, perde atratividade quando as taxas de juro sobem.

O acordo de paz provisório entre Washington e Teerão, que permitiu a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval, gerou um alívio geopolítico momentâneo que rapidamente se dissipou. As conversações previstas para a Suíça foram canceladas depois de o vice-presidente JD Vance ter alterado a agenda, acrescentando incerteza sobre a durabilidade da trégua. O banco Goldman Sachs reviu em baixa a sua projeção para o ouro no final do ano, de 5.400 para 4.900 dólares por onça, deixando de antecipar um corte de juros pela Fed em 2026. A pressão inflacionista decorrente do conflito no Irão levou um número crescente de bancos centrais a subir os custos de financiamento ou a sinalizar medidas iminentes, reforçando o ambiente desfavorável ao metal.

No mercado físico, a procura na Índia manteve-se modesta e a China, principal consumidora, passou a operar com desconto. Para investidores no Brasil e em Portugal, a força do dólar agrava o custo de aquisição do ouro, enquanto para economias africanas lusófonas exportadoras, como Moçambique, a descida da cotação em dólar comprime as receitas. O próximo marco observável será o lançamento, na segunda-feira, de um contrato de futuros de ouro com liquidação no próprio dia pela bolsa de matérias-primas do Dubai, concebido para captar procura de refúgio e aumentar a liquidez no mercado de metais preciosos do emirado.

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O ouro caminha para a terceira perda semanal consecutiva, pressionado por um dólar no nível mais alto em um ano e pelo tom restritivo do Fed. A força da moeda americana torna o metal mais caro para detentores de outras divisas, enquanto os feriados na China e em Hong Kong reduziram a liquidez. Prata, platina e paládio também recuaram.

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O ouro está a caminho da terceira queda semanal seguida, sob pressão de um dólar forte e da postura hawkish do Federal Reserve. Ao mesmo tempo, a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e um acordo provisório entre EUA e Irã aliviaram os receios de oferta, mas as pressões inflacionárias decorrentes da guerra estão se tornando esmagadoras para os bancos centrais globais.

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