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Finançasdomingo, 14 de junho de 2026

Ouro e moedas recuam em Teerão com avanço nas negociações Irão-EUA

Sinais de um entendimento escrito entre Washington e Teerão derrubaram os preços dos metais preciosos no mercado iraniano, enquanto o dólar oficial subiu ligeiramente e o mundo aguarda a reunião da Fed.

Os mercados iranianos abriram a semana em baixa para o ouro e as moedas de ouro, reagindo a sinais de progresso nas conversações entre o Irão e os Estados Unidos. No domingo, 24 de khordad (14 de junho de 2026), o grama do ouro de 18 quilates recuou para 17,1 milhões de tomans, e a onça troy internacional era cotada a 4.219 dólares, refletindo o alívio das tensões geopolíticas que durante a semana anterior tinham levado o metal a perder quase 6% em apenas dois dias. A possibilidade de um acordo escrito entre as duas potências, ventilada na sexta-feira, esvaziou a procura por ativos de refúgio, embora as taxas oficiais de câmbio do dólar, do euro e do dirham tenham registado ligeiras subidas no centro de câmbio iraniano, indicando que a pressão sobre a moeda local persiste em outras frentes.

A nível global, o ouro acumulou a segunda perda semanal consecutiva, pressionado pela persistência da inflação nos Estados Unidos e pela expectativa de que a Reserva Federal mantenha as taxas de juro elevadas — ou até as suba — na reunião que se avizinha. Na sexta-feira, o metal à vista fechou a 4.216,64 dólares por onça, uma desvalorização de cerca de 2,7% na semana, enquanto os futuros para agosto subiam 2,9%, para 4.234,80 dólares, num movimento técnico de ajuste. Analistas citados pela imprensa do mundo árabe sublinham que a inflação pode revelar-se mais resiliente do que o esperado, mesmo com a descida dos preços do petróleo, o que mantém a política monetária como o principal fator de pressão sobre o metal precioso.

Na Ásia, a leitura dos acontecimentos é matizada. Em Jacarta, o ouro físico negoceia abaixo dos 3 milhões de rupias por grama, e observadores indonésios associam diretamente a trajetória à perspetiva de paz entre Irão e EUA, projetando um intervalo de 2,5 a 2,88 milhões de rupias para a próxima semana. Já no Bangladesh, o dólar manteve-se estável em 122,75 takas, mas o euro, a libra e várias divisas asiáticas recuaram, num reflexo da volatilidade cambial que continua a afetar as economias emergentes. Para países lusófonos como Moçambique e Angola, dependentes de importações e com reservas sensíveis ao preço do ouro, a combinação de um dólar firme e de um metal precioso em queda pode aliviar parcialmente as pressões sobre as balanças comerciais, desde que a acalmia geopolítica se consolide.

O horizonte, porém, está longe de ser linear. A reunião da Fed será determinante: se o banco central sinalizar uma pausa prolongada ou um novo aperto, o ouro poderá testar os suportes de 4.058 e 3.929 dólares identificados por analistas. Ao mesmo tempo, a eventual reabertura do Estreito de Ormuz, caso as negociações prosperem, retiraria um prémio de risco significativo que tem sustentado o metal em momentos de crise. Contudo, a fragilidade do processo diplomático é evidente, e qualquer revés reacenderia a procura por segurança. Os mercados permanecem, assim, num compasso de espera, divididos entre o otimismo cauteloso de Teerão e a incerteza que emana de Washington.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa iraniana e affini/ regime
pragmatismoscetticismo

Os mercados iranianos registraram fortes quedas nos preços do dólar, ouro e moedas após sinais políticos positivos das negociações Irã-EUA. Os operadores agora aguardam novos sinais políticos, com o dólar caindo abaixo de 170.000 tomans e o ouro 18 quilates perdendo terreno. Permanece alguma cautela: o ouro ainda não escapou totalmente do aperto e a reabertura do Estreito de Ormuz pode influenciar a direção futura.

Stampa indiana e sudasiatica
distaccopragmatismo

Em Bangladesh, o dólar permaneceu estável em 122,75 taka no início da semana, enquanto a maioria das principais moedas subiu. O conflito no Oriente Médio continua a injetar volatilidade no mercado cambial, mas uma tendência de alta nos preços das moedas é evidente há mais de um mês. As taxas oficiais do banco central estão ligeiramente acima das do mercado aberto.

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domingo, 14 de junho de 2026

Ouro e moedas recuam em Teerão com avanço nas negociações Irão-EUA

Sinais de um entendimento escrito entre Washington e Teerão derrubaram os preços dos metais preciosos no mercado iraniano, enquanto o dólar oficial subiu ligeiramente e o mundo aguarda a reunião da Fed.

Os mercados iranianos abriram a semana em baixa para o ouro e as moedas de ouro, reagindo a sinais de progresso nas conversações entre o Irão e os Estados Unidos. No domingo, 24 de khordad (14 de junho de 2026), o grama do ouro de 18 quilates recuou para 17,1 milhões de tomans, e a onça troy internacional era cotada a 4.219 dólares, refletindo o alívio das tensões geopolíticas que durante a semana anterior tinham levado o metal a perder quase 6% em apenas dois dias. A possibilidade de um acordo escrito entre as duas potências, ventilada na sexta-feira, esvaziou a procura por ativos de refúgio, embora as taxas oficiais de câmbio do dólar, do euro e do dirham tenham registado ligeiras subidas no centro de câmbio iraniano, indicando que a pressão sobre a moeda local persiste em outras frentes.

A nível global, o ouro acumulou a segunda perda semanal consecutiva, pressionado pela persistência da inflação nos Estados Unidos e pela expectativa de que a Reserva Federal mantenha as taxas de juro elevadas — ou até as suba — na reunião que se avizinha. Na sexta-feira, o metal à vista fechou a 4.216,64 dólares por onça, uma desvalorização de cerca de 2,7% na semana, enquanto os futuros para agosto subiam 2,9%, para 4.234,80 dólares, num movimento técnico de ajuste. Analistas citados pela imprensa do mundo árabe sublinham que a inflação pode revelar-se mais resiliente do que o esperado, mesmo com a descida dos preços do petróleo, o que mantém a política monetária como o principal fator de pressão sobre o metal precioso.

Na Ásia, a leitura dos acontecimentos é matizada. Em Jacarta, o ouro físico negoceia abaixo dos 3 milhões de rupias por grama, e observadores indonésios associam diretamente a trajetória à perspetiva de paz entre Irão e EUA, projetando um intervalo de 2,5 a 2,88 milhões de rupias para a próxima semana. Já no Bangladesh, o dólar manteve-se estável em 122,75 takas, mas o euro, a libra e várias divisas asiáticas recuaram, num reflexo da volatilidade cambial que continua a afetar as economias emergentes. Para países lusófonos como Moçambique e Angola, dependentes de importações e com reservas sensíveis ao preço do ouro, a combinação de um dólar firme e de um metal precioso em queda pode aliviar parcialmente as pressões sobre as balanças comerciais, desde que a acalmia geopolítica se consolide.

O horizonte, porém, está longe de ser linear. A reunião da Fed será determinante: se o banco central sinalizar uma pausa prolongada ou um novo aperto, o ouro poderá testar os suportes de 4.058 e 3.929 dólares identificados por analistas. Ao mesmo tempo, a eventual reabertura do Estreito de Ormuz, caso as negociações prosperem, retiraria um prémio de risco significativo que tem sustentado o metal em momentos de crise. Contudo, a fragilidade do processo diplomático é evidente, e qualquer revés reacenderia a procura por segurança. Os mercados permanecem, assim, num compasso de espera, divididos entre o otimismo cauteloso de Teerão e a incerteza que emana de Washington.

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Os mercados iranianos registraram fortes quedas nos preços do dólar, ouro e moedas após sinais políticos positivos das negociações Irã-EUA. Os operadores agora aguardam novos sinais políticos, com o dólar caindo abaixo de 170.000 tomans e o ouro 18 quilates perdendo terreno. Permanece alguma cautela: o ouro ainda não escapou totalmente do aperto e a reabertura do Estreito de Ormuz pode influenciar a direção futura.

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Em Bangladesh, o dólar permaneceu estável em 122,75 taka no início da semana, enquanto a maioria das principais moedas subiu. O conflito no Oriente Médio continua a injetar volatilidade no mercado cambial, mas uma tendência de alta nos preços das moedas é evidente há mais de um mês. As taxas oficiais do banco central estão ligeiramente acima das do mercado aberto.

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