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Justiça & Direitosábado, 25 de julho de 2026

México desarticula células criminosas e EUA miram finanças do Irã em ações coordenadas

Operações no México resultam em prisões de líderes do CJNG e apreensões de arsenais, enquanto Washington sanciona rede de Babak Zanjani e Argentina intercepta 131 armas ilegais.

Em uma série de operações coordenadas pelo Gabinete de Segurança do México, forças federais e estaduais detiveram ao menos 26 pessoas e apreenderam arsenais e drogas em 13 estados, com destaque para a desarticulação de células ligadas ao Cártel Jalisco Nova Geração (CJNG) e à União Tepito. Segundo comunicados oficiais, as ações incluíram a prisão de Geisler “N”, apontado como operador da célula “Los Vallarta” no Estado do México, e de Oscar Luna Colunga, conhecido como “Chino Payaso”, suspeito de liderar a facção do CJNG na região metropolitana de Monterrey. Na Cidade do México, a detenção de dois supostos integrantes da União Tepito e a descoberta de um corpo em Tepito reforçaram a pressão sobre grupos de narcotráfico locais. Paralelamente, o confisco de 81 fuzis e mais de 274 mil cartuchos em San Luis Río Colorado, atribuído à facção “Los Rusos”, braço armado da “Mayiza” do Cartel de Sinaloa, evidenciou a capacidade de fogo das organizações criminosas na região.

Em paralelo, os Estados Unidos impuseram sanções a quatro indivíduos e nove entidades vinculadas à rede de evasão financeira do iraniano Babak Zanjani, conforme anunciado pelo Departamento do Tesouro. De acordo com autoridades americanas, Zanjani, que já havia sido condenado à morte por corrupção em 2016 e posteriormente perdoado, utilizou empresas de ativos digitais, como as plataformas Zedcex e Zedxion, para lavar dinheiro e apoiar a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. As sanções também miraram companhias na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos, acusadas de dar suporte técnico e financeiro às operações ilícitas. A União Europeia, por sua vez, anunciou medidas restritivas contra cinco juízes iranianos e um programador ligado à ciberespionagem do regime, sinalizando uma coordenação transatlântica na contenção dos fluxos financeiros e tecnológicos que alimentam a instabilidade no Oriente Médio.

No Cone Sul, a polícia argentina interceptou uma carga de 131 armas de fogo — incluindo pistolas, revólveres, escopetas e fuzis — transportada sem a autorização exigida pela Agência Nacional de Materiais Controlados. O carregamento, que partiu de importadoras na província de Santa Fé com destino a uma loja em Pilar, na Grande Buenos Aires, foi descoberto na Rota Nacional 9, nas proximidades de San Nicolás. Segundo fontes policiais, o condutor do veículo, único responsável pela custódia, portava uma pistola 9 mm e não apresentou documentação legal para o transporte do arsenal, o que levou à sua detenção e à abertura de investigação por porte ilegal de arma de guerra.

Fontes governamentais mexicanas indicaram que as ações contra o CJNG e a União Tepito decorrem de um esforço de inteligência apoiado por troca de informações com agências estrangeiras, enquanto na Argentina o episódio reacendeu o debate sobre a fiscalização de armas na região. Do ponto de vista de analistas em Bruxelas e Washington, a combinação de sanções financeiras e operações policiais reflete uma estratégia de múltiplas camadas para asfixiar redes ilícitas que transcendem fronteiras. As investigações em todos os casos prosseguem, com os detidos à disposição da Justiça e os arsenais sob perícia, enquanto os ministérios públicos nacionais preparam as denúncias formais e, no caso das sanções, os organismos financeiros internacionais alertam para o cumprimento das restrições.

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sábado, 25 de julho de 2026

México desarticula células criminosas e EUA miram finanças do Irã em ações coordenadas

Operações no México resultam em prisões de líderes do CJNG e apreensões de arsenais, enquanto Washington sanciona rede de Babak Zanjani e Argentina intercepta 131 armas ilegais.

Em uma série de operações coordenadas pelo Gabinete de Segurança do México, forças federais e estaduais detiveram ao menos 26 pessoas e apreenderam arsenais e drogas em 13 estados, com destaque para a desarticulação de células ligadas ao Cártel Jalisco Nova Geração (CJNG) e à União Tepito. Segundo comunicados oficiais, as ações incluíram a prisão de Geisler “N”, apontado como operador da célula “Los Vallarta” no Estado do México, e de Oscar Luna Colunga, conhecido como “Chino Payaso”, suspeito de liderar a facção do CJNG na região metropolitana de Monterrey. Na Cidade do México, a detenção de dois supostos integrantes da União Tepito e a descoberta de um corpo em Tepito reforçaram a pressão sobre grupos de narcotráfico locais. Paralelamente, o confisco de 81 fuzis e mais de 274 mil cartuchos em San Luis Río Colorado, atribuído à facção “Los Rusos”, braço armado da “Mayiza” do Cartel de Sinaloa, evidenciou a capacidade de fogo das organizações criminosas na região.

Em paralelo, os Estados Unidos impuseram sanções a quatro indivíduos e nove entidades vinculadas à rede de evasão financeira do iraniano Babak Zanjani, conforme anunciado pelo Departamento do Tesouro. De acordo com autoridades americanas, Zanjani, que já havia sido condenado à morte por corrupção em 2016 e posteriormente perdoado, utilizou empresas de ativos digitais, como as plataformas Zedcex e Zedxion, para lavar dinheiro e apoiar a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. As sanções também miraram companhias na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos, acusadas de dar suporte técnico e financeiro às operações ilícitas. A União Europeia, por sua vez, anunciou medidas restritivas contra cinco juízes iranianos e um programador ligado à ciberespionagem do regime, sinalizando uma coordenação transatlântica na contenção dos fluxos financeiros e tecnológicos que alimentam a instabilidade no Oriente Médio.

No Cone Sul, a polícia argentina interceptou uma carga de 131 armas de fogo — incluindo pistolas, revólveres, escopetas e fuzis — transportada sem a autorização exigida pela Agência Nacional de Materiais Controlados. O carregamento, que partiu de importadoras na província de Santa Fé com destino a uma loja em Pilar, na Grande Buenos Aires, foi descoberto na Rota Nacional 9, nas proximidades de San Nicolás. Segundo fontes policiais, o condutor do veículo, único responsável pela custódia, portava uma pistola 9 mm e não apresentou documentação legal para o transporte do arsenal, o que levou à sua detenção e à abertura de investigação por porte ilegal de arma de guerra.

Fontes governamentais mexicanas indicaram que as ações contra o CJNG e a União Tepito decorrem de um esforço de inteligência apoiado por troca de informações com agências estrangeiras, enquanto na Argentina o episódio reacendeu o debate sobre a fiscalização de armas na região. Do ponto de vista de analistas em Bruxelas e Washington, a combinação de sanções financeiras e operações policiais reflete uma estratégia de múltiplas camadas para asfixiar redes ilícitas que transcendem fronteiras. As investigações em todos os casos prosseguem, com os detidos à disposição da Justiça e os arsenais sob perícia, enquanto os ministérios públicos nacionais preparam as denúncias formais e, no caso das sanções, os organismos financeiros internacionais alertam para o cumprimento das restrições.

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