
Argentina vira sobre Inglaterra com duas assistências de Messi e vai à final do Mundial
A Albiceleste reverteu desvantagem nos minutos finais, com passes decisivos do capitão, e enfrentará a Espanha na decisão de domingo.
A Argentina garantiu presença na final do Mundial de 2026 ao vencer a Inglaterra por 2 a 1, de virada, na noite de quarta-feira em Atlanta. Anthony Gordon abrira o marcador para os ingleses aos 55 minutos, mas Enzo Fernández empatou aos 85, com um remate de fora da área, e Lautaro Martínez cabeceou o golo da vitória já no segundo minuto dos descontos. Lionel Messi, aos 39 anos, não marcou, mas foi o arquiteto de ambos os lances: serviu Fernández num canto e cruzou com o pé direito para o cabeceamento de Martínez. O capitão argentino completou nove dribles bem-sucedidos e duas assistências, tornando-se o primeiro jogador desde 1966 a atingir esses números num único jogo eliminatório de um Mundial.
O confronto reavivou a memória do duelo de 1986, quando Diego Maradona protagonizou a 'Mão de Deus' e o 'Golo do Século'. Messi recebeu uma réplica da camisola que Maradona usara há 40 anos e dedicou-lhe a vitória: 'Certamente o Diego, lá de cima, está a desfrutar muito. É um presente para ele também', afirmou à TyC Sports. O avançado do Inter Miami analisou ainda a postura inglesa após o empate, notando que 'eles já não queriam jogar mais' e que a Argentina sentiu que podia vencer nos 90 minutos. A observação ecoou na imprensa britânica, que descreveu a eliminação como um 'sonho desfeito' e criticou a estratégia defensiva do selecionador Thomas Tuchel, que recuou a equipa após o golo inaugural.
A repercussão internacional sublinhou o peso simbólico do resultado. Na Europa, os diários desportivos espanhóis anteciparam uma 'final mais bonita do mundo' entre a campeã europeia e a detentora do título mundial, enquanto os italianos celebraram o golo de Lautaro Martínez, apelidando-o de 'Lautaro de Dios' em alusão a Maradona. Em França, a imprensa classificou a Argentina como 'os imortais', destacando a capacidade de reagir em cenários adversos. Nos Estados Unidos, o New York Post recorreu à expressão 'A cabeça de Deus!' para descrever o desfecho, e o Washington Post notou que a equipa de Lionel Scaloni agiu 'como se nunca tivesse saído'. Já os jornais britânicos, do Daily Telegraph ao Guardian, lamentaram a derrota com termos como 'agonia' e 'corações partidos', enquanto a BBC registou a maior audiência televisiva do ano no Reino Unido, com mais de 24 milhões de espetadores.
Com o triunfo, a Argentina disputará a terceira final mundialista da era Messi, que já venceu em 2022 e foi vice-campeão em 2014. O adversário de domingo, a Espanha, é uma equipa que Messi conhece bem: 'Jogam um futebol muito bonito, com jogadores que passaram pelo Barcelona, um clube que significa muito para mim', disse. A decisão está marcada para as 16h (de Brasília) no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, e colocará frente a frente o campeão da América do Sul e o da Europa, num duelo que a imprensa espanhola já apelidou de 'Finalíssima'.
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Messi dedica a vitória a Maradona e acusa a Inglaterra de ter desistido.
Invoca a memória de Maradona e a rivalidade histórica para transformar a vitória em uma vingança moral.
Omite a análise tática do colapso defensivo da Inglaterra e as críticas a Tuchel, presentes na imprensa do Golfo.
O repórter esportivo descreve a virada sem tomar partido.
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Omite o contexto histórico da rivalidade e as declarações de Messi sobre Maradona e a rendição inglesa, presentes na imprensa latino-americana e africana.
O analista tático elogia a maestria de Messi e critica as escolhas defensivas de Tuchel.
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Omite a homenagem emocional a Maradona e o contexto histórico da rivalidade, presentes na imprensa latino-americana e africana.
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