
Mercados cambiais: estabilidade na Argentina, depreciação na Colômbia e euro instável
Na sessão de 17 de junho, o dólar blue argentino operou a 1.470 pesos, com brecha de 4% ante o oficial, enquanto o peso colombiano recuou 1,8% e o euro oscilou frente ao dólar.
Na Argentina, o mercado cambial exibiu relativa calma nesta quarta-feira. O dólar oficial, que flutua dentro de bandas estabelecidas pelo governo entre 1.000 e 1.500 pesos, foi cotado a 1.450 pesos para venda no Banco Nación, enquanto a média das entidades financeiras reportada pelo Banco Central ficou em 1.453,61 pesos. O dólar blue, negociado no mercado paralelo, alcançou 1.470 pesos, mantendo uma diferença de apenas 4% em relação ao oficial — um sinal de convergência após a saída do cepo cambial em 2025. As opções financeiras MEP e CCL operaram a 1.453,73 e 1.496,40 pesos, respetivamente, com o dólar tarjeta, onerado pelo imposto de 30%, a 1.891,50 pesos. A estratégia oficial de atualizar as bandas pela inflação, em vez do rígido 1% mensal anterior, tem contribuído para ancorar expectativas, ainda que analistas em Buenos Aires alertem para a sazonalidade da oferta de divisas do agronegócio, que começa a moderar-se.
No México, o peso manteve-se abaixo das 17,50 unidades por dólar, cotado a 17,22 na abertura, com uma volatilidade semanal baixa de 5,92%, indicando estabilidade. Já o peso colombiano sofreu nova desvalorização: a divisa recuou 1,8% no dia, para 3.426,73 por dólar, acumulando queda de 11,74% em doze meses, com volatilidade elevada de 16,40% na semana. O real brasileiro, embora não diretamente cotado nas praças argentinas, teve sua versão paralela negociada a 275,75 pesos para compra no mercado blue de Buenos Aires, refletindo a procura por ativos alternativos na região. O peso dominicano apreciou-se 0,48%, a 58,37 por dólar, enquanto o quetzal guatemalteco subiu 2,17%, para 7,61 por dólar, exibindo recuperação recente.
No mercado internacional, o euro cotizou a 0,86 dólares nos Estados Unidos, com ligeira baixa de 0,17%, e a 1,1614 dólares no par euro-dólar, acumulando queda de 1,1% no ano. A libra esterlina avançou 0,07% para 0,75 dólares, mas registou ganho anual expressivo de 28,26%. Cruzamentos com moedas de economias emergentes mostraram o euro a 84,674 rublos russos, com alta semanal de 1,2%, e a 7,8456 yuans chineses, com variação positiva de 0,43% na semana. Em Lisboa, observadores notam que a volatilidade do euro face ao dólar permanece contida, com 2,51% na semana, bem abaixo da média anual de 5,99%, sugerindo um compasso de espera antes de decisões de política monetária.
A sessão evidenciou dinâmicas divergentes: enquanto a Argentina colhe os frutos de um regime cambial mais flexível e da acumulação de reservas, a Colômbia enfrenta pressões inflacionárias e desvalorização persistente. A volatilidade elevada em divisas como o peso colombiano e o quetzal guatemalteco (23,99% na semana) contrasta com a estabilidade mexicana. Para as economias lusófonas, o comportamento do real brasileiro — ausente das cotações diretas mas presente no mercado paralelo argentino — permanece como termômetro da confiança regional. A trajetória do euro, por sua vez, dependerá dos próximos passos do Banco Central Europeu, enquanto a libra esterlina poderá corrigir após a forte valorização anual. O cenário global segue marcado pela busca de equilíbrio entre crescimento e controle inflacionário, com os mercados latino-americanos a refletirem, cada um a seu ritmo, os desafios da estabilização.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Na América Latina, as taxas de câmbio mostram um quadro misto: o peso colombiano continua enfraquecendo, enquanto o peso dominicano se valoriza. O peso argentino, tanto oficial quanto paralelo, permanece incomumente estável dentro da banda governamental, uma calma rara em um mercado historicamente volátil.
Enquanto a naira nigeriana se mantém estável, as moedas latino-americanas divergem: o peso argentino mostra uma calma incomum, sugerindo que algumas economias emergentes estão conseguindo estabilidade apesar das pressões globais.
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