
Jordânia estreia no Mundial com derrota, mas celebra primeiro golo histórico
Apesar do golo inaugural de Ali Alwan, a seleção jordaniana perdeu por 3-1 para a Áustria na abertura do Grupo 10 do Mundial de 2026, disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.
A estreia da Jordânia em Copas do Mundo foi marcada por um misto de emoção e frustração. No Estádio Levi’s, na Califórnia, os “Nashama” perderam por 3 a 1 para a Áustria na primeira rodada do Grupo 10, mas saíram de campo com um feito histórico: o primeiro golo jordaniano no torneio, anotado por Ali Alwan aos 50 minutos. Após o apito final, os jogadores, visivelmente abatidos, não deixaram o gramado de imediato; dirigiram-se às arquibancadas para agradecer e pedir desculpas aos torcedores que viajaram até os Estados Unidos para apoiar a seleção.
A partida começou com domínio austríaco, e Romano Schmid abriu o placar aos 20 minutos com um belo remate de fora da área. O empate jordaniano veio no início do segundo tempo, quando Ali Alwan acertou um disparo colocado no canto esquerdo, fazendo a bola beijar a trave antes de entrar — um momento que, segundo analistas do mundo árabe, inscreveu o nome do atacante na história do futebol do país. Contudo, a igualdade durou pouco: aos 76 minutos, o defensor Yazan Al-Arab, ao tentar cortar um cruzamento, cabeceou contra a própria baliza, recolocando a Áustria em vantagem. Já nos acréscimos, Marko Arnautovic converteu um pênalti e selou o 3 a 1.
A Jordânia é o décimo país árabe a disputar uma Copa do Mundo e integra um grupo desafiador, que inclui a Argentina, atual campeã, e a Argélia. O comando técnico está a cargo do marroquino Jamal Sellami, cuja experiência no futebol norte-africano é vista como um trunfo para uma equipe que, apesar da garra, revelou fragilidades típicas de estreantes: erros individuais e falta de traquejo em momentos decisivos. Observadores em Lisboa, atentos ao trabalho de Sellami, notam que o treinador conseguiu incutir organização tática, mas a juventude do elenco cobrou seu preço diante de uma Áustria mais rodada.
Do ponto de vista brasileiro, a entrada da Jordânia no mapa das Copas evoca a romantização das seleções novatas, que trazem frescor ao torneio, mas também expõem a distância competitiva que ainda separa os estreantes das potências consolidadas. Já em nações lusófonas africanas como Angola e Moçambique, que também sonham com um lugar no Mundial, a campanha jordaniana é acompanhada com empatia: sabem que a curva de aprendizado é íngreme e que cada golo marcado representa uma conquista simbólica.
O próximo compromisso da Jordânia será contra a Argélia, na terça-feira, em um duelo que já ganha contornos de decisão para ambas as seleções, que somam zero pontos. Uma vitória manteria vivas as esperanças de classificação, enquanto um novo revés praticamente selaria a eliminação precoce. Para os “Nashama”, o desafio será transformar a emoção do primeiro golo em maturidade competitiva, corrigindo as falhas que a estreia evidenciou.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Mais uma equipe asiática cai na Copa do Mundo, com a Jordânia se rendendo à Áustria por 3 a 1. A partida é tratada como uma derrota rotineira, sem ênfase no gol histórico.
A estreia da Jordânia na Copa do Mundo terminou em uma dolorosa derrota por 3 a 1 para a Áustria, mas o primeiro gol histórico de Ali Alwan trouxe lágrimas de orgulho. Os jogadores pediram desculpas aos torcedores com gestos emocionados, e o mundo árabe se uniu em apoio ao seu esforço corajoso.
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