
Irão ameaça EUA com 'golpe esmagador' e conversações na Suíça são canceladas
Conselho de Segurança Nacional e líder parlamentar iraniano alertam para retaliação pré-definida, enquanto primeira ronda técnica é adiada e Pentágono mantém ameaça militar.
O Irão advertiu esta sexta-feira os Estados Unidos de que qualquer violação do memorando de entendimento assinado na quarta-feira será respondida com um "golpe esmagador", ao mesmo tempo que foi cancelada a primeira ronda de negociações técnicas prevista para hoje em Bürgenstock, na Suíça. O Conselho de Segurança Nacional iraniano afirmou, em comunicado, que "será empreendida uma ação recíproca de acordo com um plano pré-definido" perante qualquer desvio ou incumprimento por parte de Washington. O presidente do Parlamento e negociador-chefe, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou a ameaça na rede social X, prometendo uma "bofetada ainda mais forte" se os EUA retomarem a via do conflito militar.
Washington, por seu lado, manteve a ameaça de retomar as operações militares e o bloqueio naval caso o Irão não cumpra as suas obrigações, segundo o secretário da Defesa, Pete Hegseth. A Casa Branca afirmou que a delegação norte-americana está pronta para iniciar as conversações técnicas "assim que possível", mas reconheceu que os planos ainda não foram acordados. O Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço confirmou o cancelamento do encontro que deveria juntar o vice-presidente JD Vance e Ghalibaf, sem avançar uma nova data.
O memorando, assinado eletronicamente pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, estabelece um cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano, e prevê um período de 60 dias — com início a 18 de junho e termo a 17 de agosto — para negociar um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano, o levantamento de sanções e a reabertura do Estreito de Ormuz. A aplicação do documento levou já à saída de três petroleiros iranianos da zona de bloqueio, segundo a imprensa indonésia, mas a suspensão da reunião suíça introduz incerteza sobre o calendário. Para economias lusófonas dependentes da importação de petróleo, como Portugal, a normalização do trânsito no estreito é acompanhada com atenção, enquanto o Brasil, como exportador, observa os potenciais efeitos nos preços globais.
O acordo surge após meses de confrontos militares iniciados a 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irão. O Líder Supremo iraniano autorizou as negociações, mas Teerão insiste que a sua indústria nuclear não será desmantelada, embora aceite um compromisso que exclua a arma atómica, à semelhança do pacto de 2015 do qual Washington se retirou em 2018. As próximas etapas permanecem por definir: a administração norte-americana diz aguardar a marcação dos encontros técnicos, enquanto o Irão condiciona a continuidade do processo ao cumprimento integral do memorando.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Irã lançou um alerta contundente aos Estados Unidos: qualquer violação do memorando ou exigência excessiva será respondida com um 'tapa' ainda mais forte do que antes. O presidente do parlamento enfatizou que Teerã está preparado para uma resposta esmagadora se Washington agir de má-fé. O período de negociação de 60 dias é visto como um teste da confiabilidade americana, com o Irã insistindo na implementação total do acordo.
O Irã sinalizou que responderá com firmeza se o acordo com os Estados Unidos for violado ou se forem feitas exigências descabidas. O aviso surge enquanto ambos os países entram numa fase de 60 dias de negociações cruciais destinadas a transformar o acordo-quadro numa trégua permanente. A declaração foi feita pelo presidente do parlamento iraniano através das redes sociais.
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