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Saúde e Ciênciasegunda-feira, 15 de junho de 2026

Frente fria no Brasil e onda polar na Argentina acentuam semana de extremos climáticos globais

Chuvas intensas castigam o Sudeste brasileiro, enquanto o cone sul enfrenta frio histórico e outras regiões do planeta registam inundações, calor anómalo e tempestades severas.

A semana de 15 a 21 de junho de 2026 abre com uma frente fria a avançar pelo Sudeste do Brasil, associada a um cavado meteorológico que concentra as capitais da região entre as mais chuvosas do país. Em São Paulo, a madrugada de segunda-feira já registava precipitações volumosas, com nuvens carregadas a dominar o céu e a temperatura máxima a rondar os 15°C, enquanto o interior paulista enfrenta mínimas entre 14°C e 16°C. O Rio de Janeiro tem quatro dias consecutivos com probabilidade de chuva de 100% e máximas que não ultrapassam os 24°C, e Belo Horizonte amanhece sob chuva moderada, com risco de granizo em mais de uma centena de municípios mineiros. No Paraná, o Simepar emite alertas de geada para o extremo sul do estado até quinta-feira, antecipando a chegada do inverno no domingo, dia 21.

Na Argentina, uma massa de ar de origem polar derruba as temperaturas para valores historicamente baixos. O Servicio Meteorológico Nacional mantém alerta amarelo por frio extremo na cidade e província de Buenos Aires, La Pampa, San Luis, Córdoba, Santa Fe, Entre Ríos e Corrientes, com mínimas que podem atingir -2°C no sul bonaerense. Em Tucumán, a máxima de segunda-feira não passou dos 15°C e a previsão aponta para 5°C no domingo, enquanto a Patagónia regista um calor invulgar, num fenómeno de bloqueio atmosférico que divide o país entre frio extremo no norte e temperaturas acima da média no sul. A ciclogénese prevista para o centro-leste argentino traz ainda tormentas severas a Entre Ríos, Corrientes e Santa Fe.

Para além do cone sul, a instabilidade manifesta-se em múltiplas latitudes. No Texas, uma perturbação tropical e uma massa de humidade provocam inundações repentinas em cidades como Austin e San Antonio, com alertas de cheias relâmpago em vigor. Moscovo enfrenta até 50 mm de chuva em 24 horas — quase dois terços da norma mensal de junho — e temperaturas 5°C abaixo da média, enquanto a Itália se prepara para uma nova onda de calor africana que fará disparar os termómetros bem acima das médias climáticas. Na Indonésia, o BMKG prevê chuva na maior parte do arquipélago, com alertas de aguaceiros muito intensos em Sumatra do Norte e Sulawesi Ocidental. Já no Irão e em Marrocos, o calor aperta, com Teerão a registar aumento gradual das temperaturas e o reino alauita a sentir o efeito do anticiclone saariano.

A convergência de extremos reflete um junho de contrastes acentuados. Enquanto o hemisfério sul se despede do outono com frio precoce e geadas, o hemisfério norte alterna entre inundações e ondas de calor. Em Brasília, a análise dos modelos sugere que a frente fria perderá força a partir de quarta-feira, com melhoria gradual no Sudeste, mas o Paraná e o sul do Brasil manterão madrugadas geladas até ao fim da semana. Observadores em Buenos Aires notam que a ola polar deverá persistir, consolidando um inverno rigoroso. A chegada oficial do inverno no domingo, 21 de junho, promete acentuar o padrão de amplitude térmica e eventos severos que já marcam o calendário climático de 2026.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Uma onda de frio polar atinge a América do Sul, com temperaturas anômalas e geadas que quebram recordes históricos. Os serviços meteorológicos nacionais emitiram alertas amarelos para frio extremo, vento e neve em várias regiões, enquanto uma ciclogênese intensifica a queda de temperatura. Céu encoberto, chuva e uma melhora gradual são esperados apenas em meados da semana.

Stampa europea continentale/ mediterranea
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Uma nova onda de calor extremo está prestes a atingir a Europa, alimentada por um imponente anticiclone africano que estabilizará o tempo e levará as temperaturas bem acima das médias climáticas. O próximo fim de semana abrirá caminho para uma longa fase de calor estável e sem precipitação. As temperaturas retornarão a níveis excepcionais, com valores saarianos afetando a bacia do Mediterrâneo.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Frente fria no Brasil e onda polar na Argentina acentuam semana de extremos climáticos globais

Chuvas intensas castigam o Sudeste brasileiro, enquanto o cone sul enfrenta frio histórico e outras regiões do planeta registam inundações, calor anómalo e tempestades severas.

A semana de 15 a 21 de junho de 2026 abre com uma frente fria a avançar pelo Sudeste do Brasil, associada a um cavado meteorológico que concentra as capitais da região entre as mais chuvosas do país. Em São Paulo, a madrugada de segunda-feira já registava precipitações volumosas, com nuvens carregadas a dominar o céu e a temperatura máxima a rondar os 15°C, enquanto o interior paulista enfrenta mínimas entre 14°C e 16°C. O Rio de Janeiro tem quatro dias consecutivos com probabilidade de chuva de 100% e máximas que não ultrapassam os 24°C, e Belo Horizonte amanhece sob chuva moderada, com risco de granizo em mais de uma centena de municípios mineiros. No Paraná, o Simepar emite alertas de geada para o extremo sul do estado até quinta-feira, antecipando a chegada do inverno no domingo, dia 21.

Na Argentina, uma massa de ar de origem polar derruba as temperaturas para valores historicamente baixos. O Servicio Meteorológico Nacional mantém alerta amarelo por frio extremo na cidade e província de Buenos Aires, La Pampa, San Luis, Córdoba, Santa Fe, Entre Ríos e Corrientes, com mínimas que podem atingir -2°C no sul bonaerense. Em Tucumán, a máxima de segunda-feira não passou dos 15°C e a previsão aponta para 5°C no domingo, enquanto a Patagónia regista um calor invulgar, num fenómeno de bloqueio atmosférico que divide o país entre frio extremo no norte e temperaturas acima da média no sul. A ciclogénese prevista para o centro-leste argentino traz ainda tormentas severas a Entre Ríos, Corrientes e Santa Fe.

Para além do cone sul, a instabilidade manifesta-se em múltiplas latitudes. No Texas, uma perturbação tropical e uma massa de humidade provocam inundações repentinas em cidades como Austin e San Antonio, com alertas de cheias relâmpago em vigor. Moscovo enfrenta até 50 mm de chuva em 24 horas — quase dois terços da norma mensal de junho — e temperaturas 5°C abaixo da média, enquanto a Itália se prepara para uma nova onda de calor africana que fará disparar os termómetros bem acima das médias climáticas. Na Indonésia, o BMKG prevê chuva na maior parte do arquipélago, com alertas de aguaceiros muito intensos em Sumatra do Norte e Sulawesi Ocidental. Já no Irão e em Marrocos, o calor aperta, com Teerão a registar aumento gradual das temperaturas e o reino alauita a sentir o efeito do anticiclone saariano.

A convergência de extremos reflete um junho de contrastes acentuados. Enquanto o hemisfério sul se despede do outono com frio precoce e geadas, o hemisfério norte alterna entre inundações e ondas de calor. Em Brasília, a análise dos modelos sugere que a frente fria perderá força a partir de quarta-feira, com melhoria gradual no Sudeste, mas o Paraná e o sul do Brasil manterão madrugadas geladas até ao fim da semana. Observadores em Buenos Aires notam que a ola polar deverá persistir, consolidando um inverno rigoroso. A chegada oficial do inverno no domingo, 21 de junho, promete acentuar o padrão de amplitude térmica e eventos severos que já marcam o calendário climático de 2026.

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Uma onda de frio polar atinge a América do Sul, com temperaturas anômalas e geadas que quebram recordes históricos. Os serviços meteorológicos nacionais emitiram alertas amarelos para frio extremo, vento e neve em várias regiões, enquanto uma ciclogênese intensifica a queda de temperatura. Céu encoberto, chuva e uma melhora gradual são esperados apenas em meados da semana.

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Uma nova onda de calor extremo está prestes a atingir a Europa, alimentada por um imponente anticiclone africano que estabilizará o tempo e levará as temperaturas bem acima das médias climáticas. O próximo fim de semana abrirá caminho para uma longa fase de calor estável e sem precipitação. As temperaturas retornarão a níveis excepcionais, com valores saarianos afetando a bacia do Mediterrâneo.

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