
Colonos incendeiam mesquita e casas em aldeia palestiniana no sul da Cisjordânia
Ataque em Al-Tuwani envolveu dezenas de colonos, que também pintaram graffiti em hebraico; polícia israelense investiga possível conexão com incêndio em fazenda próxima.
Colonos israelenses incendiaram uma mesquita, duas residências e uma fábrica de laticínios na aldeia palestiniana de Al-Tuwani, no sul da Cisjordânia ocupada, na madrugada deste domingo. De acordo com o chefe do conselho local, Mohammed Rabie, mais de trinta colonos, alguns encapuzados, invadiram a localidade por volta da meia-noite e atearam fogo às estruturas, utilizando materiais inflamáveis. Um jornalista da AFP no local confirmou que a entrada da mesquita ficou carbonizada e que foram pichadas inscrições em hebraico nas paredes do templo e de uma das casas.
Rabie afirmou que os colonos fugiram quando os moradores saíram às ruas, e que voluntários conseguiram conter as chamas antes que se alastrassem. Um ativista local, Osama Makhamra, relatou que o ataque ocorreu ‘à vista do exército israelense’, já que uma torre de vigilância militar se situa nas proximidades. O chefe do conselho acrescentou que forças do exército, da polícia e dos bombeiros israelenses chegaram ao local cerca de meia hora depois e inspecionaram os danos. Não houve vítimas fatais, mas a fábrica de laticínios, gerida por mulheres da comunidade de Massafer Yatta, sofreu danos extensos.
A polícia israelense, por sua vez, informou que enviou agentes após receber um relato de ‘suspeitos que causaram danos no local, incluindo um veículo incendiado, danos à porta de uma estrutura de oração e pichações nas paredes’. As autoridades israelenses investigam a hipótese de o ataque estar ligado a um incêndio ocorrido no fim de semana na Fazenda Gilad, nas proximidades, que teria começado por causa de uma bituca de cigarro. Até o momento, não foram divulgadas prisões.
O Ministério dos Assuntos Religiosos palestiniano condenou o ataque, classificando-o como ‘ato terrorista consumado’ e acusando o governo israelense de dar ‘luz verde’ à violência dos colonos. O Observatório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) registou recentemente níveis ‘sem precedentes’ de violência de colonos na Cisjordânia, com uma média de seis ataques diários que resultam em vítimas ou danos materiais. O episódio insere-se numa escalada desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, que já vitimou um adolescente palestiniano na semana passada, na aldeia de Al-Mughayyir. As investigações prosseguem.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.80 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa israelense | −0.20 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.10 | neutral |
The Palestinian people suffer daily colonial violence while the world looks away.
Generalizes the single episode as part of systematic colonial oppression, using terms like 'militias' and 'war crime' to delegitimize Israel.
Does not mention the possibility that the attack could be linked to a fire in a Jewish settlement, as reported by Israeli sources.
Israeli security forces condemn the violence and are working to arrest the perpetrators.
Frames the event as an isolated criminal act, emphasizing security forces' action to depoliticize the incident and preserve state legitimacy.
Does not detail the mosque destruction or the attack's scope (two houses, factory) but focuses on the investigative aspect.
The news agency reports the event with attribution to Palestinian sources, taking no stance.
Uses the phrase 'Palestinians say' to distance itself from the facts' veracity, maintaining precautionary neutrality.
Does not provide broader context of settler attacks or Israeli response.
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