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terça-feira, 16 de junho de 2026

Bancos nigerianos e indonésios disparam lucros, mineração sul-africana e receitas quenianas aceleram

Resultados financeiros e fiscais em quatro continentes revelam tendência de crescimento robusto em setores estratégicos, da banca à extração mineral.

O First City Monument Bank (FCMB) Group, da Nigéria, reportou um salto de 81% no lucro antes de impostos em 2025, para 202,1 mil milhões de nairas, consolidando um dos desempenhos mais expressivos do setor financeiro africano no período. O retorno sobre o capital próprio melhorou para 23,2%, enquanto o lucro líquido disparou 142%, para 177,3 mil milhões de nairas. A dinâmica manteve-se no primeiro trimestre de 2026, com o lucro antes de impostos a crescer 148% em termos homólogos, impulsionado sobretudo pela unidade bancária, cujo resultado operacional avançou 110%. Observadores em Lagos sublinham que a diversificação do grupo — com as áreas de consumo, gestão de investimentos e banca de investimento a registarem igualmente progressos — reflete uma estratégia de resiliência num contexto macroeconómico ainda desafiante.

Na Ásia, o banco estatal indonésio BTN também apresentou números robustos. O lucro líquido consolidado atingiu 1,85 biliões de rupias até maio de 2026, uma subida homóloga de 54,37%, sustentada pelo aumento de 15,15% na margem financeira líquida. A expansão da carteira de crédito e o contributo da subsidiária Bank Syariah Nasional foram determinantes para este desempenho. Analistas em Jacarta notam que a trajetória do BTN se insere num movimento mais amplo de recuperação do crédito à habitação e ao consumo no Sudeste Asiático, beneficiando de políticas monetárias que começam a dar frutos.

Na África Austral, a mineração sul-africana deu sinais inequívocos de retoma. Dados oficiais referentes a abril de 2026 mostram um aumento de 8,2% na produção mineira em termos homólogos, enquanto as vendas de minerais nos primeiros quatro meses do ano somaram mais 89 mil milhões de rands face ao período homólogo de 2025. O Minerals Council South Africa projeta que, mantendo-se a tendência, as vendas totais possam aproximar-se dos 995,5 mil milhões de rands no conjunto do ano, com impacto positivo nas receitas fiscais. A recuperação do setor extrativo, vital para as contas públicas sul-africanas, é vista como um sinal de que a economia da região pode estar a deixar para trás os estrangulamentos logísticos e energéticos que a penalizaram.

No Quénia, a consolidação orçamental também ganhou fôlego. As receitas depositadas no Consolidated Fund cresceram 16,72% nos primeiros nove meses do ano fiscal 2025/26, ultrapassando a marca de três biliões de xelins e atingindo 72% da meta anual. Este desempenho foi alimentado por uma cobrança fiscal mais eficiente e por um recurso acrescido ao endividamento interno. A melhoria da arrecadação, num contexto de pressões inflacionistas e de serviço da dívida, oferece a Nairobi uma margem de manobra orçamental que, segundo observadores em Lisboa, ecoa desafios semelhantes enfrentados por economias lusófonas como Moçambique e Angola, onde a sustentabilidade fiscal permanece no centro do debate político.

O conjunto destes indicadores desenha um cenário de crescimento sincronizado em mercados emergentes de diferentes continentes, ainda que com ritmos e fundamentos distintos. Enquanto a banca nigeriana e indonésia capitaliza a expansão do crédito e a digitalização dos serviços financeiros, a mineração sul-africana beneficia da recuperação dos preços das commodities e de melhorias operacionais. Já o Quénia ilustra o esforço dos Estados para ampliar a base tributária num contexto de endividamento elevado. A sustentação destas tendências dependerá, em larga medida, da evolução do comércio global, das políticas monetárias e da estabilidade geopolítica — fatores que, na perspetiva de Brasília, também condicionam as perspetivas de crescimento das economias lusófonas, de Portugal ao Brasil, cada vez mais atentas à reconfiguração dos fluxos de investimento entre o Atlântico Sul e o Índico.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa africana subsaarianaImprensa do Sudeste Asiático
Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
TriunfoPragmatismo

As instituições financeiras africanas e as receitas estatais demonstram uma força notável. Um grande banco nigeriano registou um salto de 81% no lucro antes de impostos, enquanto as receitas do fundo consolidado do Quénia ultrapassaram os três biliões de xelins graças a uma cobrança fiscal mais eficaz. Estes números sublinham a resiliência das economias subsarianas perante os desafios globais.

Imprensa do Sudeste Asiático
PragmatismoDistanciamento

O banco estatal indonésio BTN registou um lucro líquido consolidado de 1,85 biliões de rupias até maio de 2026, um aumento homólogo de 54%. O forte desempenho, juntamente com a sua subsidiária de banca islâmica, reflete o crescimento robusto do setor bancário do Sudeste Asiático e sinaliza uma resiliência mais ampla dos mercados emergentes.

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Bancos nigerianos e indonésios disparam lucros, mineração sul-africana e receitas quenianas aceleram

Resultados financeiros e fiscais em quatro continentes revelam tendência de crescimento robusto em setores estratégicos, da banca à extração mineral.

O First City Monument Bank (FCMB) Group, da Nigéria, reportou um salto de 81% no lucro antes de impostos em 2025, para 202,1 mil milhões de nairas, consolidando um dos desempenhos mais expressivos do setor financeiro africano no período. O retorno sobre o capital próprio melhorou para 23,2%, enquanto o lucro líquido disparou 142%, para 177,3 mil milhões de nairas. A dinâmica manteve-se no primeiro trimestre de 2026, com o lucro antes de impostos a crescer 148% em termos homólogos, impulsionado sobretudo pela unidade bancária, cujo resultado operacional avançou 110%. Observadores em Lagos sublinham que a diversificação do grupo — com as áreas de consumo, gestão de investimentos e banca de investimento a registarem igualmente progressos — reflete uma estratégia de resiliência num contexto macroeconómico ainda desafiante.

Na Ásia, o banco estatal indonésio BTN também apresentou números robustos. O lucro líquido consolidado atingiu 1,85 biliões de rupias até maio de 2026, uma subida homóloga de 54,37%, sustentada pelo aumento de 15,15% na margem financeira líquida. A expansão da carteira de crédito e o contributo da subsidiária Bank Syariah Nasional foram determinantes para este desempenho. Analistas em Jacarta notam que a trajetória do BTN se insere num movimento mais amplo de recuperação do crédito à habitação e ao consumo no Sudeste Asiático, beneficiando de políticas monetárias que começam a dar frutos.

Na África Austral, a mineração sul-africana deu sinais inequívocos de retoma. Dados oficiais referentes a abril de 2026 mostram um aumento de 8,2% na produção mineira em termos homólogos, enquanto as vendas de minerais nos primeiros quatro meses do ano somaram mais 89 mil milhões de rands face ao período homólogo de 2025. O Minerals Council South Africa projeta que, mantendo-se a tendência, as vendas totais possam aproximar-se dos 995,5 mil milhões de rands no conjunto do ano, com impacto positivo nas receitas fiscais. A recuperação do setor extrativo, vital para as contas públicas sul-africanas, é vista como um sinal de que a economia da região pode estar a deixar para trás os estrangulamentos logísticos e energéticos que a penalizaram.

No Quénia, a consolidação orçamental também ganhou fôlego. As receitas depositadas no Consolidated Fund cresceram 16,72% nos primeiros nove meses do ano fiscal 2025/26, ultrapassando a marca de três biliões de xelins e atingindo 72% da meta anual. Este desempenho foi alimentado por uma cobrança fiscal mais eficiente e por um recurso acrescido ao endividamento interno. A melhoria da arrecadação, num contexto de pressões inflacionistas e de serviço da dívida, oferece a Nairobi uma margem de manobra orçamental que, segundo observadores em Lisboa, ecoa desafios semelhantes enfrentados por economias lusófonas como Moçambique e Angola, onde a sustentabilidade fiscal permanece no centro do debate político.

O conjunto destes indicadores desenha um cenário de crescimento sincronizado em mercados emergentes de diferentes continentes, ainda que com ritmos e fundamentos distintos. Enquanto a banca nigeriana e indonésia capitaliza a expansão do crédito e a digitalização dos serviços financeiros, a mineração sul-africana beneficia da recuperação dos preços das commodities e de melhorias operacionais. Já o Quénia ilustra o esforço dos Estados para ampliar a base tributária num contexto de endividamento elevado. A sustentação destas tendências dependerá, em larga medida, da evolução do comércio global, das políticas monetárias e da estabilidade geopolítica — fatores que, na perspetiva de Brasília, também condicionam as perspetivas de crescimento das economias lusófonas, de Portugal ao Brasil, cada vez mais atentas à reconfiguração dos fluxos de investimento entre o Atlântico Sul e o Índico.

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As instituições financeiras africanas e as receitas estatais demonstram uma força notável. Um grande banco nigeriano registou um salto de 81% no lucro antes de impostos, enquanto as receitas do fundo consolidado do Quénia ultrapassaram os três biliões de xelins graças a uma cobrança fiscal mais eficaz. Estes números sublinham a resiliência das economias subsarianas perante os desafios globais.

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O banco estatal indonésio BTN registou um lucro líquido consolidado de 1,85 biliões de rupias até maio de 2026, um aumento homólogo de 54%. O forte desempenho, juntamente com a sua subsidiária de banca islâmica, reflete o crescimento robusto do setor bancário do Sudeste Asiático e sinaliza uma resiliência mais ampla dos mercados emergentes.

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