
Argentina estreia no Mundial 2026 com vídeo motivacional e dúvida tática contra a Argélia
A campeã mundial inicia a defesa do título em Kansas City, com Messi na sexta Copa, Martínez recuperado e Scaloni a definir a última peça do onze inicial.
A poucas horas do pontapé de saída no Grupo J do Mundial 2026, a seleção argentina transformou a expectativa em um gesto coletivo de união. Vários titulares, entre eles Cristian Romero, Rodrigo De Paul e Giovani Lo Celso, publicaram nas redes sociais um vídeo de quinze segundos que mostra o plantel a caminhar em câmara lenta ao som de 'Arrancármelo', de Wos — a mesma canção que Lionel Messi usou para celebrar a conquista no Qatar. A peça, interpretada como um sinal de mística e confiança, viralizou entre os adeptos e reforçou a narrativa de um grupo que quer repetir a glória, agora sob o comando de Lionel Scaloni e com o capitão a disputar a sua sexta e provavelmente última Copa do Mundo.
A definição do onze inicial, contudo, ainda guarda uma incógnita. Emiliano 'Dibu' Martínez superou uma lesão num dedo e será titular na baliza, notícia que trouxe alívio ao corpo técnico. A ausência confirmada é a de Nicolás Tagliafico, com uma rotura muscular, o que deve abrir a lateral esquerda a Facundo Medina. A linha defensiva central será formada por Romero e Nicolás Otamendi, enquanto o meio-campo contará com Enzo Fernández e Alexis Mac Allister. A dúvida reside na última vaga do ataque, que poderá ser ocupada por Nicolás González ou por um regresso de Ángel Di María. Scaloni dará uma conferência de imprensa na segunda-feira para esclarecer a formação, num ambiente em que a memória da derrota frente à Arábia Saudita na estreia de 2022 funciona como antídoto contra qualquer excesso de confiança.
Do lado argelino, o regresso dos 'Fennecs' a um Mundial após várias ausências é encarado com uma mistura de ambição e realismo. A equipa do Magrebe, orientada por um treinador que impôs disciplina tática, apresenta uma geração renovada com forte presença em ligas europeias, combinando capacidade física e técnica. Na imprensa de Argel, destaca-se o sacrifício horário dos adeptos — o jogo começa às duas da manhã, hora local — e a esperança de que a imprevisibilidade dos 'Zorros do Deserto' possa inquietar os campeões. Observadores em Lisboa notam que a influência europeia no plantel argelino é um trunfo, mas a falta de experiência em grandes palcos pode pesar diante de uma Argentina que chega embalada por vitórias convincentes sobre Honduras e Islândia nos particulares de preparação.
Na perspetiva de Brasília, o percurso argentino interessa diretamente a um Brasil que também sonha retomar o título e que vê no rival sul-americano um parâmetro de competitividade. A estreia da albiceleste ocorre num contexto de Mundial alargado a 48 seleções, com os primeiros seis grupos já a decorrer e a revelar surpresas como o despedimento do selecionador da Tunísia após goleada. O encontro no Arrowhead Stadium, arbitrado pelo polaco Szymon Marciniak, será transmitido para a Argentina por vários canais e plataformas, enquanto a FIFA corrigiu a sua política linguística para permitir perguntas em espanhol nas conferências de imprensa. A história dos debutes argentinos — dez vitórias, dois empates e seis derrotas em dezoito participações — recorda que o favoritismo não garante o triunfo, e a lição de 2022 permanece como o principal alerta para uma equipa que quer ser a primeira em mais de cinquenta anos a defender com sucesso o cetro mundial.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa argentina enquadra a estreia como um teste de maturidade para a 'Scaloneta', assombrada pela derrota de 2022 para a Arábia Saudita. Apesar das lesões e incertezas táticas, a equipe projeta união e confiança por meio de vídeos simbólicos, com Messi liderando a defesa do título. A narrativa combina otimismo cauteloso com o peso da história.
A imprensa argelina antecipa a partida com calma pragmática, observando o horário matinal e o desafio de enfrentar os campeões mundiais. Há uma esperança silenciosa de que os 'Fennecs' possam surpreender, mas o tom permanece discreto e factual, focado na logística e no papel de azarão.
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