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Energia e Climadomingo, 14 de junho de 2026

Antártida perde gelo do tamanho da França e registra calor recorde de 15,4°C

Onda de calor no Polo Sul e falha na formação de gelo marinho acendem alerta global, enquanto Atlântico Norte apresenta resfriamento anômalo.

A Península Antártica viveu um evento climático extremo no início de junho, quando a estação de pesquisa argentina Esperanza registrou 15,4°C, superando o recorde anterior de 13,3°C de 1998. Durante três semanas consecutivas, as temperaturas se mantiveram acima de zero, provocando uma aceleração no degelo. O climatologista José Luis Stella, do Serviço Meteorológico Nacional argentino, classificou o fenômeno como alarmante, destacando que a região, que deveria estar em pleno inverno, enfrenta condições típicas de verão.

Enquanto isso, imagens de satélite revelam que uma área de gelo marinho do tamanho da França deixou de se formar no mar de Bellingshausen, na Antártida Ocidental. Cientistas monitoram se o gelo poderá se recompor ainda neste inverno, mas temem que a perda seja permanente, com consequências graves para o ecossistema e o nível do mar. A ausência de gelo está ligada ao aquecimento das águas oceânicas, que também afeta outras regiões do planeta.

No Atlântico Norte, ao sudeste da Groenlândia, uma vasta área conhecida como “mancha fria” ou “bolha fria” apresenta um resfriamento de quase 1°C nos últimos 150 anos, contrariando a tendência global de aquecimento. Um estudo recente sugere que o rápido aquecimento do Ártico pode ter deslocado correntes oceânicas para o norte, alterando padrões climáticos. Especialistas em Lisboa apontam que esse fenômeno pode influenciar o clima na Europa, enquanto observadores em Brasília destacam a complexidade dos sistemas climáticos interligados.

Em 2025, o planeta registrou 65 dias de ondas de calor marinhas, segundo dados do Earth System Science Data. A temperatura média global atingiu 1,37°C acima dos níveis pré-industriais, aproximando-se do limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris. Cientistas alertam que, se as emissões de combustíveis fósseis não forem reduzidas, o limite será ultrapassado até 2030. A situação exige uma resposta coordenada, especialmente dos países lusófonos, que possuem vastas zonas costeiras vulneráveis.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Continental European press reports the Antarctic heat record with concerned but measured tones. It highlights the scientific data of 15.4°C recorded in June, during the austral winter, and the comparison with the previous record in 1998. The emphasis is on the Argentine station measuring above-zero temperatures for three consecutive weeks, a sign of a significant climate anomaly.

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Latin American press links the Antarctic heat anomaly to a broader climate crisis, also citing marine heatwaves and the breach of the 1.5°C threshold. It gives space to local expert voices and solutions like urban green corridors. The tone is alarmed and urgent, focusing on immediate consequences for the region.

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domingo, 14 de junho de 2026

Antártida perde gelo do tamanho da França e registra calor recorde de 15,4°C

Onda de calor no Polo Sul e falha na formação de gelo marinho acendem alerta global, enquanto Atlântico Norte apresenta resfriamento anômalo.

A Península Antártica viveu um evento climático extremo no início de junho, quando a estação de pesquisa argentina Esperanza registrou 15,4°C, superando o recorde anterior de 13,3°C de 1998. Durante três semanas consecutivas, as temperaturas se mantiveram acima de zero, provocando uma aceleração no degelo. O climatologista José Luis Stella, do Serviço Meteorológico Nacional argentino, classificou o fenômeno como alarmante, destacando que a região, que deveria estar em pleno inverno, enfrenta condições típicas de verão.

Enquanto isso, imagens de satélite revelam que uma área de gelo marinho do tamanho da França deixou de se formar no mar de Bellingshausen, na Antártida Ocidental. Cientistas monitoram se o gelo poderá se recompor ainda neste inverno, mas temem que a perda seja permanente, com consequências graves para o ecossistema e o nível do mar. A ausência de gelo está ligada ao aquecimento das águas oceânicas, que também afeta outras regiões do planeta.

No Atlântico Norte, ao sudeste da Groenlândia, uma vasta área conhecida como “mancha fria” ou “bolha fria” apresenta um resfriamento de quase 1°C nos últimos 150 anos, contrariando a tendência global de aquecimento. Um estudo recente sugere que o rápido aquecimento do Ártico pode ter deslocado correntes oceânicas para o norte, alterando padrões climáticos. Especialistas em Lisboa apontam que esse fenômeno pode influenciar o clima na Europa, enquanto observadores em Brasília destacam a complexidade dos sistemas climáticos interligados.

Em 2025, o planeta registrou 65 dias de ondas de calor marinhas, segundo dados do Earth System Science Data. A temperatura média global atingiu 1,37°C acima dos níveis pré-industriais, aproximando-se do limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris. Cientistas alertam que, se as emissões de combustíveis fósseis não forem reduzidas, o limite será ultrapassado até 2030. A situação exige uma resposta coordenada, especialmente dos países lusófonos, que possuem vastas zonas costeiras vulneráveis.

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Continental European press reports the Antarctic heat record with concerned but measured tones. It highlights the scientific data of 15.4°C recorded in June, during the austral winter, and the comparison with the previous record in 1998. The emphasis is on the Argentine station measuring above-zero temperatures for three consecutive weeks, a sign of a significant climate anomaly.

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allarmeurgenza

Latin American press links the Antarctic heat anomaly to a broader climate crisis, also citing marine heatwaves and the breach of the 1.5°C threshold. It gives space to local expert voices and solutions like urban green corridors. The tone is alarmed and urgent, focusing on immediate consequences for the region.

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