
Acordo de paz entre EUA e Irão provoca euforia nas bolsas e queda do petróleo
Índices asiáticos e indianos disparam, crude cai mais de 3 dólares por barril, enquanto o acordo para reabrir o Estreito de Ormuz alivia receios inflacionistas.
As praças financeiras asiáticas abriram segunda-feira em forte alta, impulsionadas pelo anúncio de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão. Em Mumbai, o índice Sensex da BSE saltou 1.197 pontos, ou 1,58%, para os 76.725 pontos, enquanto o Nifty 50 recuperou a marca dos 24.000 pontos, uma barreira psicológica que não era ultrapassada há semanas. A euforia foi alimentada pela queda acentuada do petróleo: o Brent cedeu mais de três dólares por barril, negociado abaixo de 84 dólares, depois de o Presidente Donald Trump e o Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano terem confirmado o entendimento.
O acordo põe fim a 107 dias de um conflito que perturbou o trânsito no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da oferta mundial de crude. Trump autorizou o levantamento do bloqueio naval aos portos iranianos, e o Primeiro-Ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que a assinatura formal terá lugar na próxima sexta-feira na Suíça. Os mercados receberam a notícia com otimismo generalizado: em Tóquio e Seul, os índices subiram mais de 5%; os futuros do S&P 500 e do Dow Jones apontavam para ganhos em Wall Street. A perspetiva de normalização das rotas energéticas aliviou de imediato o nervosismo inflacionista que asfixiava as economias importadoras.
Para além do alívio conjuntural, analistas advertem que o Irão e Omã poderão regular o tráfego no estreito, o que introduz uma camada de incerteza sobre a liberdade de navegação e eventuais custos adicionais. Ainda assim, a diminuição das pressões sobre os preços da energia reduz a probabilidade de novas subidas de juros pelos principais bancos centrais, um alento para famílias e empresas endividadas.
Na perspetiva de Brasília, a descida do barril alivia a pressão sobre a Petrobras e pode ajudar a conter o preço dos combustíveis, questão sensível para o governo. Em Lisboa, o efeito anti-inflacionista é celebrado por quem vê na retoma europeia um motor para as exportações portuguesas. Contudo, para os produtores lusófonos de petróleo, como Angola, a notícia é menos auspiciosa. A queda das cotações ameaça as receitas fiscais e o esforço de diversificação económica, num momento em que Luanda procura consolidar as contas públicas. A trégua no Golfo, embora delicada, redesenha o equilíbrio de riscos para o mundo lusófono.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O anúncio do acordo de paz entre EUA e Irã fez as bolsas indianas dispararem, com o Sensex subindo mais de 1.200 pontos. A queda do petróleo bruto alivia a Índia, grande importadora de petróleo, e deverá conter a inflação. O fim do conflito é aclamado como um avanço geopolítico positivo que apoia o crescimento econômico doméstico.
O acordo provisório entre Washington e Teerã desencadeou uma alta nas ações, títulos e criptomoedas, já que a queda do petróleo alivia as pressões inflacionárias e reduz a necessidade de novos aumentos de juros. Os mercados apostam que o pacto estabilizará a economia global, embora haja cautela sobre sua implementação. A reabertura do Estreito de Ormuz é fundamental para baixar os custos de energia e aumentar o apetite ao risco.
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